segunda-feira, 6 de agosto de 2018

CERNUNOS - O DEUS CORNÍFERO - DA FERTILIDADE



O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. 

Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. 

Ele é o guardião das entradas e do circulo mágico que é traçado para o ritual começar. 

É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. 

É o Deus que morre e sempre renasce. 

Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.

Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. 
Ele é a força do Sol e da mesma forma , nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.

Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. 

Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera. 

Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Entre os egípcios casamentos entre irmãos eram comuns, até mesmo na bíblia católica há referencias destes casamentos como no caso do patriarca Abraão que era casado com sua irmã Sara. Tais casamentos só foram abolidos com o passar do tempo. 

Além disso o simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe (a Terra) inclusive o próprio Deus e por isso para Ela, Ele deve voltar. 
O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso, Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. 

Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação. 

Com a crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar as religiões pagãs , a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.

O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. 

Cernunnos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. 

É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. 

É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. 

Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. 

Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo. 

Ainda hoje existe muita confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.

O culto à Deusa Mãe e ao Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.    

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